DOBES Archive

MA_Txipax_dabanan
Maria Alarino conta o mito da moça que tinha como marido uma minhoca. Sua mãe ao descobrir o marido da filha matou-o jogando água fervendo em seu buraco. A filha por perder o marido meteu-se mata adentro chamando onças para virem devorá-la : a onça inu (inu keneya) e a onça suçuarana (txaxu inu) vieram ao seu encontro e ficaram come la. Vendo que estava com sua vagina bichada, eles a curaram e em seguida casaram-se come la, com quem tiveram filhos, porém a sogra-onça comeu seus netos. Com isso, seus filhos-onça resolveram queimar a mãe. Esta avisou que ao ser queimada a classe das onças viria ao seu encontro. Assim dito, ao ser queimada, onças diversas apareceram para vingar-se de seus filhos. Estes foram protegidos por um coelho que os escondeu. Porém a morte da onça-mãe/sogra dois grandes eventos apareceram : a ruptura na comunicação entre os animais, que até entao era inteligivel por todos, e o surgimento de dor/doença. Trata-se de um dos mitos fundamentais da sociedade caxinauá. duração: 14 :30.000
PE_Rio_Branco_to_Santa_Rosa
imagens apanhadas do avião da viagem entre Rio Branco e Santa Rosa. Trechos dos alredores de Rio Branco, da Mata, do rio Chandless. Santa Rosa é um vilarejo brasileiro na fronteira com o Peru, onde muitas familias caxinauás vivem. A primeira aldeia caxinaua do lado brasileiro esta' ha 1 ou 2 dias de barco, conforme o nivel do rio. E está ha 14 ou 20 horas de Puerto Esperanza, vilarejo peruano, também onde vivem varias familias caxinauás. Filmado por Ph.E.
BT_Berno_Bernabe_casa
Conversa entre Philippe e Bernabé. Este conta que está ensinando o seu filho, Berno, a trançar folha para fazer o teto da casa que está construindo. Som de palha e de vento.
BT_Olho_cura
(04 :17.000). Bernabé volta do mato com um problema no olho e Alicia, sua sogra reputada por seus conhecimentos farmacopéicos e xamânicos, faz-lhe uma aplicação de ervas no olho. Isso se passa na casa de Bernabé, onde morava até 2009 Marcelino e Alicia. Neste extrato, observa-se conversa em diferentes línguas entre os caxinauás, ali presentes, Ph. Er. e EC.
MP_Nawa_nukuniki
Nawa_Nukuni (16 :46.000) Marcelino conta onde viviam os caxinauás antigamente (no alto Envira), antes do contato com os ocidentais, e como eram : usando brincos de grandes conchas de caramujo. Diz também que como eram pacificos quando o governo/FUNAI entrou em contato com eles. Fala da dispersão do grupo, da época que sairam do alto Envira por terem matado Patrice e esposa. Fala também do encontro que fizeram com os marinauás no final dos anos 40.
AP_Autobiography
Paco filho de Alicia entrevista a mãe pedindo-lhe para contar a sua vida, a sua autobiografia. Ela fala da aldeia onde nasceu. De sua criação, de sua vida em geral. Canta extratos de cantos (yuan) de ayahuasca.
MP_Pia
Pia (01 :00.000) Marcelino pega um bastão para mostrar se lutava antigamente com a borduna, com flecha (pia). Canta dois cantos de guerra : um quando estivesse dançando com sua esposa (00 :00 :25.000) e outro com o filho por estar triste sem saber de seu destino. (00 :00 :36.000) Filmado por Ph.E.
MP_Huni_mawa
Marcelino talks about endocanibalism.
MP_PE_Passeio
Passeio e conversa entre Marcelino e Philippe nos alredores da aldeia Colombiana. Estão indo a uma cachoeira onde diz-se que antigamente ali vivia um xamã huni mukaya (09 :00.000). Para entrar no suposto poco tem de ter a substância muka no corpo, caso contrário leva a pessoa à falência. No caminho Marcelino imita o pássaro Kebun, dizendo ser « manhoso ». Marcelino fala sobre a piscina natural, que no inverno há muitos peixes. Filmado por Ph.E.
MP_Huni_yupa2
This narrative tells the life of an unlucky hunter.